Nesta semana os amantes de boa música têm motivos para se alegrar: em São Paulo são comemorados os dez anos da inauguração da Sala São Paulo e em Paulínia teve início a programação de música clássica em uma sala que também conta com padrões de excelência em acústica. Enquanto isso, em Campinas, durante o concerto da Orquestra Sinfônica Municipal, uma revoada de morcegos dava rasantes ao som da Sinfonia Fantástica de Berlioz, sem sequer esperara o último movimento, Sonho de uma Noite de Sabá, mais apropriado a esse tipo de 'espetáculo'. A situação do Centro de Convivência Cultural é lamentável.
Sabe-se que a construção da Sala São Paulo e a reestruturação da OSESP foram duas partes de um mesmo projeto, em que houve vontade política do saudoso Mário Covas e do então secretário Marcos Mendonça. Seria impossível, mesmo com a competência do maestro John Neschling, a formação de uma orquestra do nível da que se tem hoje sem uma sede adequada.
No caso de Campinas, temos uma orquestra de altos e baixos, que passou bons momentos sob a batuta de Cláudio Cruz, depois maus momentos, perdeu qualidade a assinantes, e agora tenta respirar sob a competente direção artística de Ligia Amadio. Para quem está na plateia, é visível a melhora. Porém, nem a garra da maestrina fará o milagre de nos dar uma boa orquestra sob condições tão precárias.
Esperamos que, em 2015, os 50 anos da descabida destruição do Teatro Municipal de Campinas sejam lembrados com a inauguração de um novo teatro, adequado à realização de concertos e óperas, e que, bem antes disso, sejam restaurados os já existentes.
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